BRASÍLIA – A Associação Sino-Brasileira de Mineração (ASBM) oficializou um acordo estratégico de cooperação internacional com a China Electronics Corporation (CEC), uma das maiores gigantes estatais de tecnologia, semicondutores e segurança cibernética do mundo.
O tratado foi chancelado pelo Presidente da ASBM Luis Guimarães, e pelo Responsável da CEC na América Latina Yilong Shi, consolidando uma das parcerias mais importantes para o futuro da infraestrutura tecnológica industrial do país.
A cooperação tem como objetivo principal introduzir e expandir as soluções de Inteligência Artificial (IA), computação de borda e automação industrial da CEC nas operações minerárias do Brasil, acelerando a transição do país para a chamada Mineração 4.0.
O acordo foi costurado como parte do plano de expansão de investimentos que a ASBM vem promovendo entre os dois países, unindo a forte demanda do mercado mineral brasileiro pela descarbonização e segurança à vanguarda tecnológica chinesa.
“O setor mineral brasileiro vive um momento de profunda transformação, onde a segurança operacional e a sustentabilidade não são mais opcionais. A chegada do ecossistema de inteligência artificial da CEC eleva o patamar técnico das nossas minas. Estamos trazendo o que há de mais avançado no mundo para garantir operações que protejam a vida dos trabalhadores e otimizem os recursos ambientais de forma inteligente”, afirmou Luis Guimarães, Presidente da ASBM.
O foco da parceria: IA e Segurança de Dados na Computação de Borda
Diferente de automações convencionais, o ecossistema tecnológico liderado por Yilong Shi na América Latina e que desembarca no Brasil foca na infraestrutura crítica de dados e em sistemas analíticos avançados para operações complexas.
Sob as diretrizes estabelecidas por Luis Guimarães e pela liderança da CEC, a cooperação abrangerá três pilares principais de desenvolvimento técnico para o setor mineral:
- Controle Dinâmico de Tráfego e Automação de Frotas: Implementação de algoritmos de Machine Learning para o despacho preditivo de caminhões fora de estrada, otimizando rotas e reduzindo o consumo de combustível e emissão de carbono em tempo real.
- Sistemas Inteligentes de Segurança de Pessoal: Introdução de softwares de visão computacional voltados à detecção precoce de fadiga de operadores, monitoramento de áreas de risco (geofencing) e rastreamento submetropolitano e subterrâneo de colaboradores.
- Monitoramento Preditivo de Barragens: Aplicação de redes neurais convolucionais (CNNs) integradas a sensores IoT de alta precisão para analisar o comportamento estrutural de barragens de rejeitos, gerando alertas preditivos submilimétricos de instabilidade.
“A mineração brasileira possui características geográficas e operacionais únicas, que demandam soluções tecnológicas robustas e altamente adaptáveis. Para a CEC, este acordo representa o compromisso de aplicar nossa liderança global em semicondutores, IA e segurança digital em prol da eficiência e da segurança da infraestrutura crítica do Brasil. Queremos transformar dados brutos em decisões que salvam vidas e geram valor”, destacou Yilong Shi, Responsável da CEC na América Latina.
Soberania Tecnológica e Redes Privadas
Um dos grandes diferenciais da tecnologia da CEC é a sua expertise global em chips, semicondutores e segurança digital corporativa. No contexto da mineração brasileira, as operações muitas vezes localizam-se em regiões isoladas e de difícil conectividade.
O acordo prevê a estruturação de infraestruturas de processamento local (computação de borda) integradas a redes privadas 5G. Isso garantirá que dados analíticos pesados gerados por frotas autônomas e câmeras de monitoramento sejam processados instantaneamente dentro da própria mina, sem dependência de nuvens externas e com proteção máxima contra vulnerabilidades digitais.
Um novo salto para a sustentabilidade e o mercado ESG
Para a diretoria da ASBM, presidida por Luis Guimarães, o acordo posiciona o Brasil em uma liderança tecnológica sustentável. Com o aumento global da demanda por minerais estratégicos voltados à transição energética como o lítio, o níquel e as terras raras, a eficiência impulsionada pela inteligência artificial da CEC ajudará as mineradoras que operam no território nacional a atingirem metas rigorosas de ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa).
O cronograma de implementação prevê que os primeiros projetos-piloto utilizando os sistemas integrados da CEC entrem em fase de testes em complexos minerários de estados como Minas Gerais, Goiás e Pará, consolidando de vez a sinergia tecnológica e comercial entre o Brasil e a China no século XXI.

